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SENTIREMOS SAUDADES ? Espero que não...

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(MODIFICADO à luz do ideial de democratização da Internet. Internet de todos, para todos, Internet 100% social)


É com certa ignorância do tema e das discussões que estão sendo realizadas que dou esse "pitaco" aqui no E-democracia. Imagino que falo sem muito conhecimento, mas com um imenso pingo de sabedoria. Já posso prever o futuro. O futuro é a normatização da Internet. Não vou dizer que sou contra ou a favor, não estou fazendo esse comentário com esse intuito. Estou apenas registrando esse momento de nostalgia, pois imagino que daqui a alguns ou daqui a muitos anos a Internet estará de tal maneria esquadrinhada, vigiada, policiada e legalizada que sentiremos saudades desses tempos de hoje em que tudo é livre, toda informação, distante ainda das normatizações, das vigilâncias, das punições. Então, isso acabará. Já está acabando. E sob o ponto do vista da legalidade deve ser bom. Mas tenho essa impressão: sentiremos saudades. E não me entendam mal, afinal, não há crime sem lei anterior que o preveja, de modo que, a partir do marco da Internet, todas as regras (sejam elas quais forem, impostas ou não, favoráveis ou não) deverão ser respeitadas, pelo bem social, pelo bem da justiça, etc. (pelo menos até que as mudemos novamente...)

Entretanto, bom é poder dizer que vivi nesses tempos atuais de "INTERNET SOCIALISTA" - ou "ANARQUISTA", se prefirir - Internet de todos, Internet de livre exposição da informação e de livre acesso. Sou a favor da legalidade, mas, ainda assim, sentiremos saudades. Talvez a coisa já nem seja tanto assim, já esteja mais para a "INTERNET LEGALIZADA", "INTERNET CAPITALISTA". Por exemplo, não se pode colocar tudo na Internet, desrespeitando direitos autorais, embora eu não saiba como se dão as punições correspondentes, se são pelo Código Civil, Penal, se elas são levadas a cabo, etc. E esse meu desconhecimento me parece um indício de que vivemos nesses tempos de transição, de mudança, e que as regras que guiam ou devem guiar o uso da Internet podem nos parecer uma novidade, ainda que já previstas a muito tempo em lei - certamente isso tem a ver com o fato de que a Internet é algo muito recente, e seu uso expressivo entre a população ainda está se consolidando. Apesar disso, parece que ainda há muita reprodução "potencialmente" ilegal na Internet que, logo logo, será taxada de ilegal. Bom, nesse caso, sorte foi que viveu os tempos mais precoces da Internet no Brasil. Mas o que eu quero, talvez, apontar, nesse texto, um pouco inútil e muito sincero, é que imagino que a Internet está, cada vez mais, se modificando para adentrar no mundo capitalista, se modificando para adentrar no comércio e nas regras que protegem o comérico. Enfim... resumindo... sentiremos saudades.

Para concluir, vejo que o Marco Civil da Internet é inevitável (na verdade não é, mas é muito difícil que não se realize; talvez no futuro possamos rever isso - regulamentar é complicado, colocar em risco toda essa liberdade que hoje existe na Internet). Poderíamos idolatrar uma "INTERNET ANARQUISTA", como colequei, no tempo em que a Internet era mais restrita, Agora, dado a expansão da mesma, esse "PROCESSO CIVILIZATÓRIO DA INTERNET" parece inevitável. Podemos lutar contra isso, mas não tenho muita esperança. Então, creio que o Marco visa proteger o interesse social contra danos de grande ordem. Infelizmente, creio que advirá um maior controle da informação, menos liberdade de divulgação e acesso às informações. Lamento, então, tanto a vigilância da Internet, como a sua expansão, mal necessário, porque tem como benefício o acesso à web por milhões de pessoas, mas tem, como aspecto negativo, maior magnitude danosa decorrente dos crimes e contravenções virtuais - e é sobre esses delitos que se levanta, comercialmente preocupado, os ideais de mercado livre e propriedade.

RE: SENTIREMOS SAUDADES
Resposta
14/05/12 12:49 em resposta a Arthus K. F. Hoelz (todos os direitos reservados).
ARTHUS,

Acredito que o Marco Civil da Internet vai melhorar a qualidade deste serviço prestado a sociedade, é preciso expandir a internet band larga para todas as localidades do território brasileiro, na cidade de Limoeiro - PE onde resido, temos três provedoreS privados que prestam serviços aos clientes que usam a net, eu pago por mês R$ 60,00 a um desses provedores locais, e têm dia que o acesso fica lento como passos de tartaruga...

Sucesso com sua atuação como convidado na CONSOCIAL NACIONAL.

ATT,

JOÃO BATISTA CAVALCANTI
LIMOEIRO - PERNAMBUCO

RE: SENTIREMOS SAUDADES
Resposta
14/05/12 20:16 em resposta a Arthus K. F. Hoelz (todos os direitos reservados).
Realmente estamos num "turning point", na curvatura da história, onde a internet como foi idealizada está à mercê dos dirigentes do povo e, por isso mesmo, do próprio povo.

Embora a internet anarquista de alguns anos atrás esteja inevitavelmente perdida, sempre esteve, a internet livre tal qual fora idealizada pelos seus criadores não está. Aquele ideal de internet, como algo livre, verdadeiramente democrático -- de acesso irrestrito -- está em perigo hoje acaso os governos não tomem ações responsáveis neste prol. Isto se dá por que embora virtualmente a internet seja um ambiente livre (?), a sua estrutura física, aquilo que dá sustentação ao ambiente virtual não o é. O seu controle é feito por corporações privadas.

Embora no Brasil se dê por concessionárias de serviço público, não há como se negar que as suas atividades são diuturnamente realizadas sem a devida fiscalização, incorrendo, mesmo quando fiscalizadas, nas mais variadas violações da lei esta, tomada em lato sensu. Ainda, há de se considerar que o ambiente virtual, a internet propriamente dita, vem sendo mais e mais "dominada" por grandes conglomerados como Google e Facebook. Se tem a impressão, exposta em diversos artigos científicos sobre o tema, que não demorará muito até que o Facebook seja a internet (embora exagerado).

Assim, o ambiente livre da internet jaz posto em perigo pelo capitalismo, é dizer: o capitalismo, como a história pode fartamente consubstanciar, "molda" a estrutura social da internet, acabando por massacrar os menores, ironicamente o projetos de fundo de garagem tal qual o Google, quando iniciou-se -- ou o próprio Facebook.

Normatização não implica em supressão da liberdade, não necessariamente. No nosso caso pode, e isso só depende da nossa atuação enquanto povo, em garantia da liberdade mesma. Liberdade por si só é liberdade de quem possui meios para fazê-la valer, importando em quem tem mais "poder econômico" dentre outros, na tal "era da informação"; a liberdade, pois, deve ser acompanhada pela igualdade conseguida pela atividade legislativa e judicial.

RE: SENTIREMOS SAUDADES ? Espero que não...
Resposta
03/06/12 12:14 em resposta a Pedro de Araújo.
NÃO AO CTRL + V !!! ( NÃO AO CONTROLE VIRTUAL !!!)

COLOQUEI ABAIXO UM LINK DE UM VÍDEO QUE NOS FAZ REFLETIR SOBRE AS MÍDIAS E SEU CONTROLE= (mais tem umas opiniões bem de direita, fiquem atentos ! Não podemos perder a liberdade de expressão e de acesso às informações que a Internet nos possibilita! Não à restrição do uso da Internet!!!)

Por exemplo. No vídeo uma pessoa fala: "nós temos que formar as pessoas conceitualmente". Sou contra, sou contra a criação de pré-requisitos para que as pessoas expressem livremente suas opiniões. Isso é restrição ao direito de expressão, ou seja, criar pré-requistos para que as pessoas possam valer-se livremente dos meios de expressar nossa opinião. Há opiniões "direitistas" nem vídeo, evidentemente ao lado de outras opinioes com as quais concordo. Também discordo que a regulamentação da Internet é algo insuperável, inevitável. Eu escrevi num longo comentário aqui no E-democracia que ela é inevitável, mas na verdade não é. A questão é que é muito difícil virar o jogo ou impedir o jogo, de modo que, se não agora, talvez no futuro seja possível virá-lo. Nada é dado, nada é definitivo, "tudo passa", até ferro [que é super-sólido, firme] passa.


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SOU A FAVOR DA LIBERDADE DE ACESSO E DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO, TANTO QUANTO POSSÍVEL, TANTO QUANTO POSSAMOS MANTÊ-LA ASSIM ! POR ISSO, ASSISTAM A ESSA VÍDEO TAMBÉM COM SENSO CRÍTICO !